quinta-feira, 22 de dezembro de 2011




"Nunca se sabe para onde essa vida puta e louca quer nos levar" 





Clarah Averbuck

...Alguém me responde: qual o maior mistério do mundo?
O coração de uma mulher

ou o mar?

vai e vem. 
vem e vai. 
correntes. 
tempestades. 
calmarias. 
chego a uma conclusão natural (quase infantil): 

O mar é feminino.

Fernanda Mello

terça-feira, 20 de dezembro de 2011


"Por te falar eu te assustarei e te perderei? 
Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia”


Clarice Lispector

" Continuo a andar descalça. Acredito que amanhã vai ser um dia bom e vou fazer muita gente feliz. Gastar amor. Quebrar a cara. Let it be.''



Jaya Magalhães

"Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas.

Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. "

Ana Jácomo








"Creio muito em você, tanto quanto às vezes em mim mesmo. De repente, descreio violentamente: tenho medo de nós falharmos."




Fernando Sabino

"É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente." 

Ana Jácomo

Endurecida, então. Sem perder a habitual ternura de tilintar cílios e absorver com os olhos. Com uma pitada de humor ácido na ponta da língua e sorriso de quem sabe do mundo, e não conta. A mesma doçura de sempre, porém com toques, rotinas e pessoas programadas, à dedo selecionadas. Porque há que ser brava, e simultaneamente, branda. Fundir sensibilidade com coragem e pulso. Saber a hora exata de sumir, silenciar, agir, sem pestanejar. Sem perder a ternura, jamais.




Camila Paier



"Fico nessa onda de sair de mesa em mesa tentando pescar qualquer migalha de amor nos copos alheios, tentando me interessar por pessoas e coisas óbvias quando isso não tem nada a ver comigo."


Jaya Magalhães

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011



“Inconscientemente, parecia querer buscar em autores, filmes e música, algum tipo de consolo. Como se alguém precisasse chegar bem perto do sofá, onde estava, colocar uma das mãos no meu ombro e dizer que aquilo era normal. Que acontecia também com outras pessoas. E que iria passar.”

Eduardo Baszczyn